Inteligência Artificial

Em 1996 Garry Kasparov , nascido em Baju no Azerbaijão, naturalizado russo e grande mestre do xadrez venceu um super computador da IBM chamado Deep Blue por 4 a 2 em um torneio organizado em 1996 em Filadélfia, nos EUA.

Naquela época os cientistas da IBM já sabiam que, se tivessem mais tempo, poderiam aprimorar a máquina mais e mais, tornando-a cada vez mais difícil de derrotar.
Em 1997, o russo topou um segundo desafio da equipe que construiu a máquina. Só que desta vez, em Nova York, o computador ganhou, pelo escore de 3,5 a 2,5 naqueles torneios de xadrez, uma vitória valia 1 ponto e um empate, meio.

Após a derrota, inconformado, Kasparov questionou se o Deep Blue teria feito alguma roubalheira para vencê-lo. E recentemente descobriram que o computador ganhou por causa de um “bug” que desconcentrou Gasparov.

O desenvolvimento da área de inteligência artificial começou logo após a Segunda Guerra Mundial, com o artigo "Computing Machinery and Intelligence" do matemático inglês Alan Turing, e o próprio nome IA foi cunhado em 1956.

Os computadores são maquinas logicas, são programadas para obedecer regras claras e não tomar decisões em questões com variáveis incógnitas como o cérebro humano cognitivo. O computador toma decisões usando a logica booleana de verdadeiro ou falso, se verdadeiro faça isso e se falso faça aquilo.

Proposto por Lukasiewicz, no principio da IA, a  lógica difusa ou lógica fuzzy é uma extensão da lógica booleana que admite valores lógicos intermediários entre o FALSO representado matematicamente por zero e o VERDADEIRO representado por um. Na lógica fuzzy por exemplo existe o valor médio 'TALVEZ' (0,5). Isto significa que um valor lógico difuso é um valor qualquer no intervalo de valores entre 0 e 1. Este tipo de lógica engloba de certa forma conceitos estatísticos principalmente na área de Inferência.

Desta época a IA evoluiu extraordinariamente,  O computador Watson, da IBM, entrou para a história da inteligência artificial ao derrotar oponentes humanos no programa de TV Jeopardy, de perguntas e respostas, em 2011. Agora, Watson usa sua inteligência no diagnóstico do câncer e em análises financeiras.

A IA não usa mais apenas logica em suas resposta ela consegue analisar uma grande quantidade de dados para responder a qualquer tipo de pergunta e, assim como humanos, aprender com erros e acertos. Isso possibilita muitas aplicações como por exemplo alguns projetos em andamento: carros autônomos do Google, diagnostico médico do Watson da IBM, analises econômicas e financeiras, entre outros.

Jairo Cardozo é consultor na Zygii Tecnologia - jairo.cardozo@zygii.com.br

Comments are closed.