IoT – Internet das Coisas

O protocolo de Internet,  IP, em sua versão 4, esgotou-se. Ele possibilita 2^32 (4 294 967 296 endereços) ou 4 bilhões de endereços IPs e teve que evoluir para versão 6 com seus incontáveis 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.770.000.000 hosts. Na época, os criadores do protocolo não imaginavam que isso seria possível.

E como foi possível, se hoje temos 7 bilhões de pessoas no mundo?

A infraestrutura da Internet, que possibilita interligar computadores, pessoas e aplicações diversas, deu tão certo que se expandiu até permitir que muitos usuários possuam mais de um dispositivo conectado à rede.

Primeiro foram os computadores, depois os celulares, em seguida os consoles de jogos, a TV on demand e agora está se expandindo para qualquer tipo de equipamento eletroeletrônico. Sua casa vai ser invadida por dispositivos inteligentes que você nunca imaginou, da fechadura à geladeira, e seu carro também. Sem contar algumas roupas e o seu relógio.

A internet das coisas está ganhando cada vez mais relevância. Trata-se de dispositivos que se conectam à internet – e a outros dispositivos – para receber comandos e enviar informações.

Mas como eles conversam entre si?

Hoje em dia, qualquer objeto – “uma máquina de venda automática, um cartaz, um brinquedo, um ponto de ônibus, um carro alugado” – pode interagir com seu celular. No entanto, você geralmente tem que baixar um app antes, o que é inconveniente.

Para facilitar a interação com objetos inteligentes, os players estão desenvolvendo novos protocolos de comunicação, capazes de conversar com qualquer dispositivo, receber informações e tratá-las:

Uma parada de ônibus informa a próxima chegada de ônibus;

Um parquímetro e máquinas de venda automática funcionam da mesma forma, permitindo pagar de forma rápida e fácil;

Qualquer loja, mesmo se for pequena, pode oferecer uma experiência on-line quando você andar por perto;

Uma empresa de aluguel de carros transmite uma página de inscrição para você preencher seus dados e sair dirigindo.

Ou seja,  dispositivos inteligentes “conversam“ entre si.

É muito importante que ocorra uma padronização desta conversa, assim muitos dispositivos aparecerão e serão controlados por um único mecanismo.

O Google está apostando fortemente na internet das coisas após comprar a Nest – que vende termostatos e detectores de fumaça inteligentes – e a Dropcam – que oferece um sistema doméstico de câmeras de vigilância. Além do Google, a Apple também está investindo em tecnologia de controle de automóveis e relógios. A Microsoft aposta na casa inteligente. E assim a internet das coisas vai se desenvolvendo tão rapidamente como foi com a rede de computadores.

Fonte : gizmodo.com
Jairo Cardozo é consultor na Zygii Tecnologia – jairo.cardozo@zygii.com.br

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